
ESPERANÇA DE GLÓRIA

Se não posso saciar a ânsia, que é chama,
daquele rosto angélico e sereno
e no peito reter o ardente aceno
do coração àquela que honra e ama,
sigo a triste lembrança que me chama
fora de todo sonho vão, terreno.
Vivo só, vivo dela, dela pleno,
e escrevo, escrevo, escrevo, em pós da fama.
E se a sorte a este mundo me revela,
se conquisto renome, de escritor,
vou correndo dizer-lhe que lhe devo
a inspiração de tudo quanto escrevo,
a minha glória. E, então, cheio de amor,
vou depor os meus versos aos pés dela.
(Giuseppe Giusti)
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