
Cheguei em casa,
ela me esperava sorridente.
Abriu a porta, mal eu chegava nela.
Nosso abraço foi forte, matando uma saudade
de quatro horas, imensa, infindável. O calor emergiu,
aumentou, cruzando de um corpo para o outro, incendiando.
Nossos lábios unidos, as línguas corriam em nossas bocas,
a pele se arrepiava, enquanto as mãos ávidas, rápidas
buscavam todos os pontos de nossos corpos,
levando aquela energia efervescente...
Parecíamos dois vulcões
que iriam ter erupção
no mesmo
lugar,
é!
Assim,
trocando beijos
loucos, carícias insaciáveis
e sussurros quase indecentes,
fomos lentamente deslizando até encontrarmos
o apoio da mesa da cozinha... Ali mesmo o tempo ruiu!
Louca e freneticamente as peças de roupa foram caindo, voando...
Só queríamos invadir um ao outro... Rasgar os limites... Amar!
Nossos desejos faiscavam pelos olhos brilhantes...
Explodiam nos movimentos incessantes
de vai e vem, até o momento divino
do gozo partilhado...Movimento
a movimento, até a última
gota... Se acalmando
no nosso repouso
abraçados,
com muita força,
sentindo o suor do prazer
rolando... Pingando. Os nossos
corações, de uma aceleração desenfreada,
pareciam querer saltar do peito, agora, calmamente
relaxavam conosco, unindo ainda mais nossas almas, nessa
viagem encantadora... Como Deus foi bom conosco, presenteando-nos
com estes MOMENTOS tão curtos... Ao mesmo tempo INTERMINÁVEIS!
Autor: SILVIO BUBA CRUZ
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.