Nesta noite estrelada beijei as tuas mãos... Pensa, eu que te vi perdida e recobrada; Pensa, eu que me afasto de ti quando me esperas; Pensa, esta dolorosa paz do campo adormecido Perfumado das flores e das frutas primeiras...
Tu sabes bem tudo, tudo. Tu escutaste tudo com os imensos olhos perdidos na distância; quando eu me calo, tu me olhas e cai da minha boca, como uma flor cortada para a tua boca, o meu beijo. (Esta é a despedida quando apenas chegava, isto é tocar apenas os portos e partir... Que teus braços me amarrem, que não me deixem ir para tocar apenas outro amor e partir!)
Ouves as minhas palavras e recolhes os meus beijos, e prolongamos juntos o silêncio do campo riscado pelos duros ladridos dos cães e pela numerosa canção dos nossos passos.
... Nesta noite estrelada beijei as tuas mãos ... De despedida, cruzo o teu amor e tu me deténs. Vou dizer-te adeus e teus olhos me queimam; Vou dar-te a angústia que me golpeia as têmporas e galopa em minhas veias como um centauro louco,
mas minha voz tornou-se cantante e fervente e meus dedos te revolvem a cabeleira escura; e nesta noite estrelada minhas palavras se perdem e caminhamos ébrios da mesma douçura. ... Ah! sabes tudo, tudo; tu escutaste apenas, no entanto sabes tudo. |
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